A Ressonância Magnética na avaliação de trombos cardíacos - Caso clinico

Autores

  • Bárbara Mascarenhas Serviço de Imagiologia - ULSRA
    Conflito de Interesses

    Sem conflito de interesses

  • Daniel Sousa https://orcid.org/0000-0002-5919-8176
    Conflito de Interesses

    Sem conflito de interesses

DOI:

https://doi.org/10.83356/2026.rr.n19.24

Palavras-chave:

Ressonância Magnética Cardíaca, Trombo, T1 mapping, Realce tardio, Caso Clínico

Resumo

A Ressonância Magnética Cardíaca (RMC), devido à sua elevada resolução espacial e capacidade de caracterização tecidular, tem assumido um papel fundamental na deteção e caracterização de trombos intracardíacos, permitindo uma avaliação mais precisa da sua composição (recente/organizado). O diagnóstico correto destes trombos é essencial para a adequada orientação terapêutica e para a prevenção de eventos tromboembólicos.

O presente caso clínico retrata o caso de um paciente do sexo masculino, de 61 anos, com enfarte agudo do miocárdio complicado por choque cardiogénico e subsequente suspeita de trombo apical. O diagnóstico foi feito através de RMC, que permitiu identificar e caracterizar a lesão através de um protocolo multiparamétrico, incluindo sequências cine-SSFP (Steady-State Free Precession), realce tardio após gadolínio e T1 mapping.

A RMC revelou uma massa apical hipointensa, sem captação de contraste nas sequências de realce tardio, compatível com trombo ventricular esquerdo. Os valores reduzidos de T1 sugeriram tratar-se de um trombo recente com algumas características de organização. Com base nestes achados, foi instituída terapêutica anticoagulante, com regressão significativa do trombo após três meses de seguimento.

O presente caso clínico evidencia o papel determinante da RMC na avaliação de complicações pós enfarte, permitindo não apenas o diagnóstico preciso de trombos intracavitários, mas também a sua caracterização tecidular com impacto na orientação terapêutica.

Referências

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Publicado

24.08.2026